Como estudar disciplinas de que não gostamos?

Laura Amorim

Laura Amorim

Estudar disciplinas de que não gostamos pode ser agradável?

Durante a preparação para concursos públicos, nos deparamos com uma série de disciplinas e temas cobrados pelos editais e não é esperado que você goste ou se sinta superconfortável estudando todas elas. Mas como tornar mais agradável o contato com estas matérias?

Orientação 1: familiarize-se com as matérias de que não gosta

Para que transformemos nossa relação com estas disciplinas, é preciso reconhecer a interferência das crenças limitantes em nossos estudos. As crenças limitantes são ideias que criamos a respeito de nós mesmos, a partir de percepções que temos ao longo da vida. Tendemos a acreditar nessas crenças como se fossem verdade, e a pautar nossas ações nessas crenças, sem nunca questioná-las de forma crítica.

Nos estudos, estas crenças se manifestam de diversas formas, como quando pensamos  “odeio tal disciplina”, “não consigo aprender tal outra”, “erro todas as questões dessa outra” e por aí vai.

A meu ver, o “não gostar” e o “não conseguir” estão intimamente relacionados: é muito raro que um gênio da Matemática odeie a disciplina, ou então que alguém que detesta Português acerte 100% das questões dessa matéria, não é? 

Encontramos aí um paradoxo sobre gostar ou não de uma matéria: você não gosta porque não é tão bom ou não é bom porque não gosta?

Assim, acredito que familiarizar-se com a disciplina, tornar-se bom nela e, assim, acertar cada vez mais questões é o primeiro passo para vencer o bloqueio de estudar uma disciplinas de que não gostamos.

Portanto, a primeira orientação é: não gosta de uma disciplina? É hora de aumentar sua carga horária e dar um jeito de tornar-se bom nela!

Lembre-se: aqui não tem isso de “não sou bom”, mas sim “não estou bom” – mas ficará bom!

Orientação 2: escolha o material certo

Para estudar disciplinas de que não gosta, recomendo usar o material que te deixe o mais confortável possível. Topa uma videoaula? Jóia. Prefere ler o PDF? Também é uma boa ideia. O tempo passa mais depressa com os Mapas da Lulu? Bora!

Isso porque, deste modo, evitamos colocar mais uma barreira no estudo. Além disso, faça o possível para manter a constância e o contato com a matéria. Afinal, não gostar de uma disciplina é mais um motivo para vencê-la logo e não deixar que ela seja seu calcanhar de Aquiles.

Orientação 3: faça o que tem que ser feito

Por fim, uma orientação que serve não apenas para estudar uma matéria de que você não gosta, mas sim para toda a sua jornada como concurseiro. Você é um adulto lutando por um objetivo racionalmente escolhido. Por isso, tenha em mente que quem só faz o que quer não constrói muita coisa nessa vida. Grandes projetos exigem muito esforço, renúncia e dedicação – coisas nada divertidas.

Estudar disciplinas de que não gostamos é só uma pedrinha no meio deste caminho. O estudo para concursos não deixa espaço para frescuras, nem para um cronograma pautado no seu amor ou desamor pelas matérias. É necessário fazer o que tem que ser feito se você quiser colher os frutos que escolheu, combinado?

Por fim, lembre-se: trate sua preparação com seriedade e lembre-se de que seu objetivo é maior que os pequenos percalços do caminho.

Até a próxima!

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Sobre a autora

Sobre a autora

Aprovada nos concursos de Auditor Fiscal Estadual de Santa Catarina (7º Lugar), Auditor Fiscal Estadual de Goiás (23º lugar), Consultor Legislativo (4º lugar), Agente da Polícia Federal (em 2021).

Especialista em preparação para concursos públicos, técnicas de aprendizagem acelerada e estudos de alto rendimento.

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