O que fazer após reprovação em concurso público (sem repetir os mesmos erros)
Saber o que fazer após uma reprovação em concurso público é uma das perguntas mais difíceis de responder — não por falta de opções, mas porque a resposta mais óbvia costuma ser a menos eficaz. Estudar mais horas, assistir a mais aulas, resolver mais questões. O impulso é aumentar o volume. Só que, em muitos casos, o problema não é quanto você estuda, mas como.
Conversei com Mateus Carvalho, hoje Auditor Fiscal da SEFAZ Rio Grande do Norte, sobre a trajetória que o levou de oito ou nove reprovações a múltiplas aprovações em concursos fiscais. Em determinado momento da conversa, ele fez uma pergunta que praticamente todo concurseiro já se fez: “O que essas pessoas estão fazendo de diferente para serem aprovadas enquanto eu só reprovo?”
A resposta que ele encontrou mudou completamente os resultados que teve. E é sobre ela que quero falar aqui.
Insistir não é o mesmo que evoluir após uma reprovação em concurso público
Quando uma prova dá errado, o cérebro tenta encontrar uma explicação. Na maioria das vezes, ela vem como “faltou estudar mais”. Essa conclusão parece razoável e, justamente por isso, perigosa.
Aprender não depende só de quantidade de horas. Depende de como você fortalece a memória, revisa os conteúdos e recupera as informações ao longo da preparação. Esses fatores têm mais impacto no resultado final do que simplesmente adicionar mais tempo de tela ou mais páginas de anotação.
O Mateus percebeu isso no meio da trajetória. Em vez de simplesmente tentar outra vez com mais esforço, ele parou para observar e ajustar como estava estudando. Essa decisão separou as reprovações que vinham antes das aprovações que vieram depois.
Os ajustes concretos que fizeram diferença
Fim das maratonas de estudo
Uma das primeiras mudanças foi abandonar a lógica de passar horas seguidas estudando na expectativa de “render mais”. O Mateus organizou a rotina em ciclos de aproximadamente uma hora, com pausas entre eles.
Isso valia até para listas de questões: ele parava no meio e retomava exatamente daquele ponto na sessão seguinte. Cada retomada obrigava o cérebro a recuperar o contexto e buscar as informações na memória — o que fortalece a consolidação do conteúdo de forma muito mais eficaz do que uma sessão contínua.
Questões antes da teoria
Em vez de reler o material até sentir que dominava o assunto, ele tentava responder as questões primeiro. Só depois recorria ao material de apoio.
Outro detalhe importante: mesmo quando acertava, ele entendia por que as outras alternativas estavam erradas. Isso evita a ilusão de fluência: aquela sensação de que você sabe um conteúdo só porque ele parece familiar enquanto você está lendo. Familiaridade não é o mesmo que domínio.
Revisão espaçada, não concentrada
As revisões passaram a seguir uma estrutura clara: cada assunto era revisitado em etapas diferentes, distribuídas ao longo do tempo. Em vez de tentar memorizar tudo de uma vez, ele reforçava as conexões aos poucos — aproveitando um dos princípios mais sólidos da aprendizagem, a repetição espaçada.
Revisão total na reta final
Na reta final antes das provas, o Mateus fazia o que chamo de “revisão tudão”: percorrer praticamente todo o conteúdo de uma disciplina em pouco tempo. Segundo ele, isso só era possível porque utilizava um material objetivo o suficiente para cobrir toda a matéria sem perder qualidade: os Mapas da Lulu.
O resultado desses ajustes apareceu com o tempo: aprovações no ISS Mossoró, na SEFAZ Paraná e, mais recentemente, na SEFAZ Rio Grande do Norte — o estado onde ele sempre quis construir a carreira.
Quem passa também sente medo
Existe uma ideia muito difundida de que quem é aprovado chega na prova completamente tranquilo, quase como se soubesse que a vaga já é dele. A realidade do Mateus foi bem diferente (e a minha também).
Ele chegou às provas decisivas com as mãos tremendo, frio na barriga e a cabeça cheia de dúvidas. Em uma delas, a ansiedade era tanta que mal conseguia posicionar o dedo para fazer a biometria na entrada.
Muitas pessoas interpretam esse nervosismo como sinal de despreparo. Mas se aquela prova tem o potencial de mudar a sua vida, faz todo sentido que o cérebro aumente o estado de alerta. A ansiedade pode ser desconfortável, mas ela não apaga o que você estudou.
É um sinal de que aquele objetivo importa para você.
O conselho do Mateus para quem ainda busca a primeira aprovação
Antes de terminar a conversa, perguntei o que ele diria para quem ainda está na busca pela primeira aprovação. A resposta ficou comigo:
“Eu não acredito que só não desistir resolva. Se a pessoa estiver estudando da forma errada e simplesmente insistir do mesmo jeito, ela não vai conseguir chegar. O que eu fiz de importante foi parar em algum momento e procurar aprender a estudar da forma certa.”
Persistir continua sendo importante. Continuar no caminho é o que permite, eventualmente, chegar ao objetivo. Mas persistir fazendo exatamente as mesmas coisas dificilmente produz um resultado diferente.
A pergunta que vale fazer depois de uma reprovação não é só “estudei o suficiente?”. É “estudei da forma certa?”.
Quer acelerar sua revisão para o concurso?
Os Mapas da Lulu são mapas mentais prontos, organizados por disciplina, criados especialmente para concurseiros que querem revisar mais em menos tempo. Em vez de montar seu próprio material do zero, você estuda com um resumo visual já estruturado — e foca sua energia no que realmente importa: fixar o conteúdo.







