Quando tudo acontece ao mesmo tempo
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Estamos tendo uma verdadeira chuva de editais da área fiscal em 2026!
Se você acompanha o cenário, sabe do que estou falando: cinco editais ativos (SEFAZ SP, SEFAZ MT, SEFAZ RN, SEFAZ PA E SEFAZ GO) e vários outros a caminho.
Se eu ainda fosse concurseira, confesso que estaria pasma. Mas, por mais assustador que pareça, essa é também uma das melhores janelas de oportunidade dos últimos anos para quem sonha com a aprovação na área fiscal em 2026.
Nunca vou esquecer o frio na barriga que senti durante meu pós-edital da SEFAZ GO, quando, de repente, foi publicado também o edital da SEFAZ SC, meus dois concursos dos sonhos na época.
Entre uma prova e outra, havia apenas 45 dias.
No meu calendário, esse intervalo parecia uma sentença: sublinhado, circulado e com o coração acelerado só de olhar.
E, como se não bastasse, foi justamente nessa época que as bancas começaram a incluir Tecnologia da Informação (TI)/Fluência em Dados, no conteúdo programático.
Ninguém sabia exatamente o que esperar. Tudo era novo, confuso e a sensação era de que o universo inteiro tinha conspirado para testar meus limites.
Por isso, se você está passando por algo parecido, provas acumuladas, editais se sobrepondo e a sensação de estar se afogando em PDFs, este artigo é uma forma de organizar seu planejamento e estudos para conciliar esses concursos com estratégia, sem abrir mão da qualidade e da sanidade.
Primeira regra: iniciantes não conciliam
Antes de mais nada, um aviso importante: iniciante não concilia.
Se você ainda não fechou o ciclo básico da área fiscal (português, raciocínio lógico, matemática, estatística, contabilidade, auditoria, direito tributário, constitucional, administrativo, matemática financeira e TI), a prioridade deve ser consolidar esse alicerce.
Sem domínio do básico, tentar conciliar diferentes provas será uma excelente alternativa… para que você não avance em nenhuma. O ganho é muito maior quando você escolhe um edital para focar no início da jornada.
Além disso, esse foco inicial te ajuda a criar ritmo, entender a dinâmica das provas e ganhar confiança. Depois que essa base estiver sólida, aí sim é hora de começar a pensar em aproveitar mais oportunidades
O mapa da rota: visualizando suas provas
Agora, se você já tem uma base consolidada, é hora de planejar com inteligência.
Comece colocando tudo no papel, em uma planilha, onde preferir. Liste:
- Todos os concursos que te interessam;
- As datas previstas;
- As disciplinas cobradas;
- E o peso de cada matéria.
Dessa forma, você consegue enxergar o cenário completo e tomar decisões com base em dados, não em ansiedade.
E lembre-se:
❌ Conciliar tudo não é sinônimo de aumentar suas chances.
✅ Conciliar bem é.
Tentar abraçar todos os concursos ao mesmo tempo tende a diluir sua energia e comprometer o resultado. Por outro lado, escolher no máximo dois ou três editais compatíveis amplia suas oportunidades sem sacrificar qualidade dos estudos.
Como selecionar as provas certas
Em primeiro lugar, olhe para as datas das prova. A cronologia, por si só, já indica o que deve ser priorizado. Afinal, uma prova marcada para o próximo mês e outra para daqui a três exigem estratégias completamente diferentes.
Em seguida, analise o conteúdo e use um sistema de cores para facilitar:
🟩 Verde: disciplinas comuns a todos os concursos (o famoso “estudo ganha-ganha”).
🟧 Laranja: disciplinas comuns a pelo menos dois concursos.
🟥 Vermelho: disciplinas específicas de apenas um edital.
Assim, você terá uma visão clara do que é prioridade.
Além disso, esse método visual ajuda a identificar oportunidades de sobreposição positiva: aquelas matérias que valem para mais de uma prova.
Quando vale (ou não) estudar tudo
Alguns editais exigem nota mínima por disciplina, o que muda completamente a estratégia. Nesses casos, é preciso cobrir todas as matérias de alguma forma.
No entanto, se o edital não impõe esse critério e a disciplina tem peso baixo, talvez seja mais inteligente deixá-la para depois.
Agora, se você prefere não deixar nada fora, uma alternativa eficiente é o estudo kamikaze. Essa técnica consiste em usar mapas mentais dos principais tópicos e partir direto para a resolução de questões. Vários dos meus aprovados já usaram essa abordagem com sucesso durante o pós-edital.
Mas, vale ressaltar: ⚠️ use com moderação. Ela não substitui o estudo completo, é apenas uma ferramenta estratégica para situações onde o tempo é curto.
O desafio da legislação tributária
Na área fiscal, legislação tributária é sempre um ponto sensível. E, por ser diferente em cada estado, exige atenção redobrada.
A melhor estratégia é estudar uma legislação por vez. Vamos supor que você tenha 3 provas: A, B e C, por exemplo:
- Até a prova “A”, foque apenas na legislação estadual correspondente;
- Depois da prova, “delete” temporariamente da cabeça e comece a estudar a legislação da prova “B”.
Caso as datas sejam muito próximas e realmente precise estudar paralelamente todas as legislações, você pode usar truques visuais para evitar confusão. Mudar a cor das anotações, trocar a fonte ou criar pastas separadas são formas simples, mas eficazes, de ajudar seu cérebro a não misturar as informações.
Ajustando o ciclo de estudos
Além disso, se houver disciplinas específicas (além da legislação) das próximas provas, inclua-as gradualmente no seu ciclo.
O segredo é manter proporção entre peso e tempo:
- Peso alto → mais carga horária;
- Peso baixo → revisões rápidas ou estudo leve.
Dessa forma, você evita o desespero de última hora, quando surge aquele pensamento clássico:
“Meu Deus, ainda preciso estudar a disciplina X inteira!”
Assim, seu planejamento se mantém equilibrado e realista.
E as bancas?
Sim, as bancas importam, mas isso não é tão assustador quanto parece.
Entender o estilo de cobrança da banca, entendendo o padrão de raciocínio por trás dela, é muito importante! Portanto, comece resolvendo questões da banca da prova mais próxima.
Depois, ampliar o repertório te dá mais flexibilidade. Incluir questões de outras bancas torna seu estudo mais dinâmico e evita surpresas, caso o perfil da prova mude (o que acontece com frequência).
No pós-edital, estratégia é sobrevivência
O momento do pós-edital é extremamente crítico. O tempo é curto e a pressão é alta, mas é necessário optar por um estudo estratégico e não cair na armadilha de querer “ver tudo de novo”. Não há tempo para revisar cada aula, assistir todas as videoaulas e reler todos os PDFs com calma.
Portanto, o pós-edital exige eficiência máxima:
- Use materiais direcionados;
- Priorize revisões rápidas;
- Resolva muitas questões;
- E concentre-se nos tópicos mais cobrados.
Lembre-se: estudar para concursos é sempre uma questão de custo-benefício, tempo investido versus resultado obtido. Assim, cada hora de estudo se torna mais estratégica e produtiva.
Descanse, isso também é parte do plano
Por fim, precisamos falar sobre algo que muita gente ignora: o descanso. Ele é uma parte muito importante de qualquer método de estudos, não um luxo.
Depois de cada prova, tire pelo menos um dia para respirar. O desgaste físico e psicológico é real, e ignorá-lo pode comprometer seu rendimento nas próximas etapas. Além disso, descansar ajuda a reorganizar o foco e consolidar o aprendizado.
Afinal, se a preparação para uma prova já é cansativa, imagine a conciliação de algumas delas.
O importante é continuar estudando bem, não apenas estudar sem parar. Por isso, é importante incluir tempos de descanso de qualidade entre seus hábitos de estudo.
Escolha, priorize e avance
Conciliar concursos não se trata de fazer tudo, trata-se de fazer bem o que importa.
O cenário atual pode parecer caótico, mas também é um dos mais promissores dos últimos anos. Quem agir com estratégia agora, colherá os resultados em 2026.
Portanto, organize seu mapa, ajuste sua rota e mantenha o leme firme.







